Preso segundo suspeito de envolvimento em roubo, sequestro e triplo homicídio de crediaristas no MA
De acordo com a Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), havia sete adultos e duas crianças na casa. Os bandidos agrediram as vítimas, roubaram objetos e celula...
De acordo com a Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), havia sete adultos e duas crianças na casa. Os bandidos agrediram as vítimas, roubaram objetos e celulares Reprodução/ TV Mirante A Polícia Civil do Maranhão prendeu, na quarta-feira (24), um homem de 25 anos apontado como um dos participantes do roubo, sequestro e triplo homicídio de três crediaristas, em Santa Inês, a 252 km de São Luís. Segundo as investigações, o suspeito fazia parte do grupo responsável pela execução do crime. O crime aconteceu no dia 10 de abril, quando criminosos armados invadiram uma casa em Lago da Pedra, renderam os três crediaristas, de 42, 39 e 27 anos, e roubaram objetos de valor e dinheiro. Em seguida, levaram as vítimas para uma estrada vicinal de Santa Inês, onde elas foram assassinadas. As vítimas foram identificadas como Francisco Edmar Gino da Silva, Roberto Moreira de Aquino e Bruno Pinheiro Alves. Contra o suspeito havia um mandado de prisão temporária, que foi cumprido após ele se apresentar na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Santa Inês, acompanhado de um advogado. Depois da prisão, equipes policiais também cumpriram mandados de busca e apreensão relacionados ao caso. Em depoimento, o homem confessou participação no crime. Para a DHPP de Santa Inês, a declaração reforça as informações já reunidas sobre a atuação dos integrantes do grupo. Um dos suspeitos já havia sido preso pela Polícia Civil em maio, em São Luís. O homem, de 23 anos, é apontado como responsável pela logística da ação e teria conduzido o veículo usado na chegada dos executores. Segundo a polícia, ele confessou participação no crime e informou nomes de outros envolvidos. Com base nas informações repassadas e em novas diligências, a polícia identificou outros suspeitos. Um deles, também de 23 anos, morreu no dia 27 de maio, em Santa Luzia, após confronto com a Polícia Militar durante uma ocorrência relacionada a um assalto. Outro investigado, de 21 anos, considerado pela polícia como chefe operacional do grupo, permanece foragido. A investigação indica que ele teria coordenado a ação e feito contato com o possível mandante ou articulador do crime. A identidade dessa pessoa ainda é apurada. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para prender o suspeito que está foragido e identificar outras pessoas que possam ter participado do planejamento, financiamento ou apoio à ação criminosa. Relembre o crime Sequestro termina com três mortos no interior O crime teve início em Lago da Pedra, na manhã de 10 de abril deste ano, quando criminosos invadiram uma casa em Lago da Pedra, onde um grupo de crediaristas ambulantes do Rio Grande do Norte estava hospedado. Eles atuavam vendendo produtos em diferentes residências da região. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp De acordo com a Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), havia sete adultos e duas crianças na casa. Os bandidos agrediram as vítimas, roubaram objetos e celulares, e exigiram transferências bancárias via Pix, no valor de aproximadamente R$ 24 mil. Além disso, eles retiraram as câmeras de segurança da casa. Três homens foram sequestrados. Quem permaneceu no local contou à polícia que, antes do sequestro, houve uma ligação por vídeo, onde alguém orientou os criminosos sobre quem deveria ser levado e pediu que as vítimas não fossem mortas na casa. No final da manhã do mesmo dia, os três homens sequestrados foram encontrados mortos em Santa Inês, em uma estrada de terra no loteamento Colina Park. Um motorista de caminhão, que passava pela região, ouviu os tiros e correu para o mato. As vítimas foram identificadas como Francisco Edmar Gino da Silva, Roberto Moreira de Aquino e Bruno Pinheiro Alves. A caminhonete usada no sequestro, que pertencia a uma das vítimas, foi deixada no local. A investigação apontou que o crime foi planejado e que cada integrante do grupo tinha uma função definida. Segundo a polícia, os criminosos chegaram ao imóvel em um veículo vermelho e utilizaram a caminhonete das vítimas no deslocamento até o local da execução. Após o crime, os envolvidos abandonaram a caminhonete depois que o sistema de rastreamento bloqueou o veículo. Em seguida, fugiram e se dividiram.