Innospace aponta falha no controle das aletas do foguete SEBIT após voo interrompido em Alcântara
InnoSpace aponta falha no controle das aletas do SEBIT após voo em Alcântara, no MA A empresa sul-coreana InnoSpace concluiu uma análise interna sobre a inte...
InnoSpace aponta falha no controle das aletas do SEBIT após voo em Alcântara, no MA A empresa sul-coreana InnoSpace concluiu uma análise interna sobre a interrupção do voo do foguete SEBIT, lançado em agosto a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Segundo a empresa, os dados apontaram a necessidade de ajustes no algoritmo que controla as aletas do veículo, após diferenças entre o comportamento previsto e o desempenho real durante o voo. 🔎 As aletas são estruturas que ficam na parte inferior do foguete e ajudam a controlar a direção e a posição do veículo durante o voo (veja no vídeo acima). De acordo com a InnoSpace, os dados de telemetria mostraram diferenças durante a fase de baixa velocidade. A missão foi encerrada cerca de 35 segundos após a decolagem, depois que o foguete desviou da trajetória prevista. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Segundo Soojong Kim, fundador e CEO da InnoSpace, a empresa está revendo o calendário por causa da investigação e dos ajustes técnicos no SEBIT. Nesse novo planejamento, a companhia prevê um novo voo do SEBIT em novembro e planeja transferir o lançamento do HANBIT-Nano, antes previsto para o mesmo mês, para o primeiro semestre de 2027. O novo cronograma ainda depende de discussões com a Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil (ALADA) e a Força Aérea Brasileira (FAB). Segundo a companhia, o calendário de lançamentos dependerá do andamento da investigação, das melhorias técnicas, das verificações no foguete e das condições operacionais do Centro de Lançamento de Alcântara. O que a análise identificou no voo A conclusão faz parte de uma análise interna da companhia, enviada ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Segundo a InnoSpace, a investigação sobre o caso continua em conjunto com o órgão brasileiro. A InnoSpace identificou diferenças entre o comportamento previsto em projeto e o desempenho real das aletas durante a fase de baixa velocidade. Segundo a empresa, os dados serão usados para aperfeiçoar o sistema de controle e os procedimentos de projeto e testes antes do próximo voo de verificação. A companhia não informou, no comunicado, se a divergência identificada no controle das aletas foi a única responsável pelo desvio de trajetória. LEIA TAMBÉM: Foguete sul-coreano é lançado no Maranhão quase oito meses após explosão, mas voo é interrompido FTS: entenda o sistema que a FAB acionou para interromper voo de foguete da Innospace no Maranhão O que se sabe e o que falta saber sobre o foguete da Innospace que teve voo interrompido InnoSpace aponta falha no controle das aletas do foguete SEBIT após voo em Alcântara Divulgação/Innospace Sistema que encerrou voo funcionou como previsto, diz empresa No lançamento de 19 de agosto, o SEBIT decolou às 16h30, mas apresentou movimentos fora da trajetória planejada. Por segurança, a FAB acionou o Sistema de Terminação de Voo (FTS, na sigla em inglês). O voo terminou cerca de 35 segundos após a decolagem. O foguete caiu em uma área de segurança marítima definida antes da missão. Não houve feridos nem danos às instalações. InnoSpace divulga vídeo do teste com foguete Sebit em Alcântara Divulgação/Innospace A InnoSpace afirma que o FTS funcionou conforme o previsto. O sistema desenvolvido pela empresa não utiliza dispositivos pirotécnicos. Após receber o comando de interrupção, ele corta o fornecimento de oxidante ao motor e executa a sequência prevista para encerrar o voo. Segundo a InnoSpace, a FAB também avaliou que o procedimento de terminação ocorreu de forma segura. 🚀 O que é o SEBIT Innospace anuncia novos testes e lançamento de foguete em Alcântara Divulgação/Innospace O SEBIT é um foguete suborbital multifuncional desenvolvido pela empresa sul-coreana Innospace para missões de teste, verificação de tecnologias e pesquisas com cargas úteis. O dispositivo pode atingir altitudes de até 100 quilômetros. O modelo tem um motor híbrido com três toneladas de empuxo e um sistema integrado de telemetria, utilizado para transmitir e analisar, em tempo real, informações como a posição do foguete e o status da carga útil durante o voo. Segundo a Innospace, o dispositivo foi desenvolvido para atender à demanda por pesquisas científicas e demonstrações de tecnologias espaciais em áreas como biotecnologia, medicina, novos materiais e sistemas de orientação, navegação e controle.